Pesquisa Quaest revela que 79% dos eleitores brasileiros rejeitam o uso de IA em campanhas eleitorais. Para empresas, o dado sinaliza desconfiança generalizada em relação à tecnologia, exigindo transparência e governança robusta em iniciativas de IA.
Introdução contextual
Em um cenário onde a inteligência artificial (IA) avança rapidamente em diversos setores, a confiança do público emerge como um ativo crítico. A recente pesquisa da Quaest, divulgada em agosto de 2026, trouxe à tona um dado que ressoa além do campo político: 79% dos eleitores brasileiros rejeitam o uso de IA em campanhas eleitorais. Esse número não apenas reflete uma preocupação específica com o processo democrático, mas também expõe uma desconfiança mais ampla em relação à tecnologia, que pode impactar diretamente a forma como as empresas adotam e comunicam suas iniciativas de IA.
Para a WSVP, essa rejeição não é um fenômeno isolado, mas um sinal de alerta para o mundo corporativo. A mesma tecnologia que promete eficiência e inovação também desperta receios sobre manipulação, privacidade e ética. Neste artigo, analisamos o que está por trás desse sentimento, por que ele importa para as empresas e como as organizações podem navegar nesse cenário de desconfiança com transparência e governança sólida.
O que aconteceu
A pesquisa Quaest, realizada em agosto de 2026, ouviu eleitores em todo o Brasil e revelou que apenas 21% dos entrevistados são favoráveis ao uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais. O levantamento, amplamente divulgado pela imprensa, incluindo o jornal O DIA, aponta uma rejeição expressiva à tecnologia em um contexto sensível: a disputa política. Os motivos citados pelos eleitores incluem o medo de desinformação, manipulação de imagens e vídeos (deepfakes), e a falta de regulamentação clara.
Esse resultado não é surpreendente, dado o histórico recente de uso indevido de IA em processos eleitorais ao redor do mundo. No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia implementado regras específicas para o uso de IA nas eleições de 2024, mas a percepção pública ainda é de vulnerabilidade. A pesquisa da Quaest, portanto, não mede apenas uma opinião sobre uma ferramenta, mas um sentimento mais profundo de insegurança em relação à autenticidade da informação e à integridade do processo democrático.
Por que isso importa para empresas
Para as empresas, a rejeição à IA em campanhas eleitorais é um termômetro da confiança do consumidor e do cidadão em relação à tecnologia. Se a população desconfia do uso de IA em um contexto específico, é provável que essa desconfiança se estenda a outras aplicações, como atendimento ao cliente, personalização de ofertas, análise de crédito ou processos seletivos. A pesquisa da Quaest sinaliza que a IA, embora onipresente, ainda é vista com ceticismo quando não há transparência sobre seu uso.
Empresas que dependem de IA para melhorar a experiência do cliente ou otimizar operações precisam estar atentas a esse sentimento. A adoção de IA sem uma comunicação clara sobre seus limites e propósitos pode gerar reações negativas, danos à reputação e até boicotes. Além disso, a regulação está avançando: a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o projeto de lei de IA em tramitação no Congresso Nacional (PL 2338/2023) exigem cada vez mais transparência e responsabilidade no uso de algoritmos.
O dado da Quaest também reforça a importância de as empresas investirem em educação e conscientização sobre IA. Não basta implementar a tecnologia; é preciso explicar ao público como ela funciona, quais benefícios traz e como os riscos são mitigados. A confiança é um ativo intangível que pode ser destruído rapidamente por um uso inadequado de IA, mas pode ser construída com comunicação proativa e ética.
Impacto para cibersegurança, governança, IA ou continuidade
A rejeição à IA em campanhas eleitorais tem implicações diretas para a cibersegurança e a governança de IA nas empresas. Em primeiro lugar, a desconfiança do público pode levar a uma pressão por maior regulamentação, o que significa que as empresas precisarão se adaptar a novas regras e padrões. Isso inclui a implementação de mecanismos de auditoria de algoritmos, a garantia de explicabilidade das decisões automatizadas e a criação de canais de denúncia para uso indevido.
No campo da cibersegurança, a IA é uma faca de dois gumes. Enquanto pode ser usada para detectar ameaças e responder a incidentes com mais rapidez, também pode ser explorada por agentes mal-intencionados para criar ataques mais sofisticados, como deepfakes e phishing personalizado. A pesquisa da Quaest mostra que o público está ciente desses riscos, o que aumenta a responsabilidade das empresas em proteger seus sistemas e dados. Uma falha de segurança envolvendo IA pode ter consequências devastadoras para a reputação, especialmente se houver indícios de uso indevido.
Para a continuidade dos negócios, a confiança é um fator crítico. Se os clientes não confiam na IA de uma empresa, eles podem migrar para concorrentes que adotem uma abordagem mais transparente. Além disso, a falta de confiança pode dificultar a coleta de dados, essencial para o treinamento de modelos de IA, criando um ciclo vicioso. Portanto, as empresas precisam integrar a gestão de confiança em suas estratégias de continuidade, garantindo que a IA seja usada de forma ética e responsável.
Leitura executiva da WSVP
Na visão da WSVP, a pesquisa da Quaest é um alerta para as empresas que estão acelerando a adoção de IA sem considerar a dimensão humana e social dessa transformação. A tecnologia não é neutra: ela carrega valores, vieses e riscos que precisam ser geridos. A rejeição à IA em campanhas eleitorais é um sintoma de uma ansiedade mais ampla, que pode se manifestar em outros setores se as empresas não agirem com responsabilidade.
Recomendamos que as empresas vejam esse momento como uma oportunidade para se diferenciar pela confiança. Em vez de esconder o uso de IA, elas devem ser transparentes sobre quando e como a utilizam, destacando os benefícios e os cuidados adotados. Isso não apenas mitiga riscos, mas também constrói uma marca mais forte e resiliente. A confiança será o novo diferencial competitivo na era da IA.
Recomendações práticas
- Transparência radical: Comunique claramente quando a IA é usada em produtos e serviços, explicando seus objetivos e limitações. Crie páginas dedicadas em seu site para detalhar suas políticas de IA.
- Governança de IA: Estabeleça um comitê de ética em IA, com participação de diversas áreas (jurídico, tecnologia, compliance), para revisar projetos e garantir conformidade com a LGPD e futuras regulamentações.
- Auditoria e explicabilidade: Invista em ferramentas que permitam auditar decisões de IA e explicar seus resultados de forma compreensível para o público leigo.
- Educação do consumidor: Desenvolva campanhas educativas sobre IA, mostrando como ela beneficia o cliente e como os dados são protegidos. Use exemplos concretos e linguagem acessível.
- Monitoramento de percepção: Realize pesquisas regulares para medir a confiança do público em suas iniciativas de IA e ajuste sua estratégia conforme os resultados.
- Cibersegurança proativa: Reforce a segurança de sistemas de IA, incluindo testes de robustez contra ataques adversariais e detecção de deepfakes em seus canais de comunicação.
- Engajamento com reguladores: Participe ativamente de discussões sobre regulamentação de IA, contribuindo com insights do setor privado para a construção de regras equilibradas.
Fontes consultadas
- O DIA - Maioria dos eleitores rejeita uso de IA em campanhas, aponta Quaest
- Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
- PL 2338/2023 - Regulamentação da IA no Brasil
Disclaimer
Este rascunho foi produzido com apoio de inteligência artificial e ainda requer revisão humana antes da publicação.


