O neurocientista Miguel Nicolelis classificou o programa Redata como uma 'tragédia', questionando os impactos ambientais dos data centers. A crítica expõe um dilema estratégico para empresas: acelerar a adoção de IA sem comprometer a sustentabilidade e a governança.
Introdução: a IA sob o crivo da sustentabilidade
O avanço da inteligência artificial (IA) tem sido tratado como prioridade estratégica por governos e empresas. No entanto, a fala do neurocientista Miguel Nicolelis, que classificou o programa Redata como uma 'tragédia', coloca em xeque a forma como o Brasil está estruturando sua infraestrutura digital. A crítica, feita durante palestra em Florianópolis, não é apenas um posicionamento acadêmico: é um alerta para o setor produtivo sobre os custos ocultos da corrida pela IA.
O que aconteceu
Em 31 de agosto de 2026, o Correio Braziliense noticiou que Nicolelis criticou o Redata, programa federal de incentivos à instalação de data centers no Brasil. O neurocientista argumentou que o programa ignora os impactos ambientais significativos dessas estruturas, especialmente o consumo de energia e água, além do descarte de equipamentos eletrônicos. A fala ocorre em um momento em que o governo brasileiro busca atrair investimentos em infraestrutura digital para impulsionar a economia, mas sem um debate aprofundado sobre sustentabilidade.
Por que isso importa para empresas
Para as empresas, a crítica de Nicolelis não é apenas uma opinião isolada. Ela reflete uma tendência global de maior escrutínio sobre o impacto ambiental da tecnologia. Organizações que dependem de data centers para operar suas cargas de trabalho de IA precisam considerar que:
- Riscos reputacionais: A associação a projetos de alto impacto ambiental pode afetar a imagem da marca, especialmente entre consumidores e investidores que priorizam critérios ESG.
- Pressão regulatória: A discussão pode acelerar a criação de normas mais rígidas para a instalação e operação de data centers, aumentando custos de conformidade.
- Custos operacionais: A escassez de recursos como água e energia pode elevar os preços desses insumos, impactando diretamente o custo de processamento de IA.
Impacto para cibersegurança, governança, IA e continuidade
A crítica também levanta questões sobre a sustentabilidade do crescimento da IA. Em termos de governança, as empresas precisarão incluir métricas de impacto ambiental em suas políticas de IA, alinhando-se a frameworks como o AI Act europeu e as diretrizes da ISO/IEC 42001. Na cibersegurança, data centers mais eficientes podem exigir novos protocolos de resfriamento e monitoramento, o que pode introduzir vulnerabilidades se não forem bem planejados. Em continuidade de negócios, a dependência de infraestrutura localizada em regiões com estresse hídrico ou energético pode aumentar o risco de interrupções. Por fim, a IA em si precisa ser repensada: modelos mais leves e eficientes podem reduzir a pegada ecológica sem sacrificar a performance.
Leitura executiva da WSVP
A crítica de Nicolelis é um sinal de que o Brasil precisa amadurecer sua estratégia digital. Para a WSVP, o caminho não é abandonar a IA, mas adotá-la com responsabilidade. As empresas que liderarem essa transição para uma IA sustentável terão vantagem competitiva, enquanto aquelas que ignorarem os alertas poderão enfrentar sanções, boicotes e perda de licença social para operar. A infraestrutura de dados é tão crítica quanto a energia elétrica: não se pode construí-la sem planejamento de longo prazo.
Recomendações práticas
- Avalie o ciclo de vida: Realize auditorias de impacto ambiental de seus data centers, incluindo consumo de energia, água e geração de resíduos eletrônicos.
- Invista em eficiência: Adote tecnologias de resfriamento eficientes, como imersão em líquido, e priorize o uso de energias renováveis.
- Repense a arquitetura de IA: Considere modelos menores, quantização e técnicas de pruning para reduzir o custo computacional.
- Engaje stakeholders: Inclua a sustentabilidade em sua estratégia de IA e comunique claramente suas ações a investidores e clientes.
- Monitore a regulação: Acompanhe os desdobramentos do Redata e participe de consultas públicas para influenciar políticas mais equilibradas.
Fontes consultadas
- Correio Braziliense - Nicolelis chama programa de incentivos a data centers de "tragédia"
- ISO/IEC 42001 - Sistema de gestão de IA
- AI Act da União Europeia
Este rascunho foi produzido com apoio de inteligência artificial e ainda requer revisão humana antes da publicação.


