Estudo da Surfshark revela que Meta e Google coletam até 10x mais dados que outras Big Techs. Entenda os riscos para privacidade, LGPD e estratégias de segurança corporativa.
Introdução: o custo invisível dos aplicativos gratuitos
No ecossistema digital atual, aplicativos gratuitos são a espinha dorsal da comunicação e produtividade. No entanto, por trás da conveniência, há um modelo de negócios baseado na coleta e monetização de dados pessoais. Um estudo recente da Surfshark, empresa de cibersegurança, mapeou a quantidade de dados coletados pelos aplicativos das cinco maiores Big Techs: Google, Meta, Apple, Amazon e Microsoft. O resultado é um alerta para empresas que dependem dessas plataformas: a exposição de dados é muito maior do que se imagina.
O que aconteceu: o estudo da Surfshark
O levantamento analisou os aplicativos mais populares de cada gigante tecnológica, considerando os tipos de dados coletados e a frequência. Os dados foram obtidos a partir das políticas de privacidade e das listagens nas lojas de aplicativos. O estudo revelou que Google e Meta coletam até 10 vezes mais dados que Apple e Amazon, com destaque para informações como localização precisa, histórico de navegação, contatos, e até mesmo conteúdo de mensagens em alguns casos.
Enquanto isso, a Apple, conhecida por sua postura pró-privacidade, coleta significativamente menos dados, e a Microsoft fica em posição intermediária. A pesquisa também apontou que muitos aplicativos coletam dados mesmo quando não estão em uso, o que agrava a exposição.
Por que isso importa para empresas
Para organizações, a coleta de dados por terceiros não é apenas uma questão de privacidade individual, mas um risco corporativo. Quando funcionários usam aplicativos como WhatsApp, Google Maps ou Gmail em dispositivos corporativos, os dados da empresa podem ser misturados com dados pessoais e transmitidos para servidores de terceiros. Isso pode violar políticas internas de segurança, acordos de confidencialidade e, principalmente, a LGPD.
Além disso, a dependência dessas plataformas cria um risco de vazamento de informações sensíveis por meio de brechas em APIs ou até mesmo por ações maliciosas de funcionários. A coleta massiva de dados também aumenta a superfície de ataque para campanhas de engenharia social, pois os cibercriminosos podem obter informações detalhadas sobre a estrutura organizacional e seus colaboradores.
Impacto para cibersegurança, governança, IA e continuidade
Cibersegurança
A centralização de dados em plataformas de terceiros cria um ponto único de falha. Se um desses gigantes sofrer um ataque, como já ocorreu com o Facebook em 2019, os dados de milhões de usuários corporativos podem ser comprometidos. Além disso, a coleta de dados em segundo plano aumenta o consumo de bateria e dados móveis, o que pode ser explorado para fins de espionagem industrial.
Governança e conformidade
A LGPD exige que as empresas tenham controle sobre os dados pessoais que processam, inclusive aqueles compartilhados com terceiros. O estudo da Surfshark evidencia que muitas empresas não têm visibilidade sobre o que seus aplicativos estão coletando, o que pode levar a multas severas e danos à reputação.
Inteligência Artificial
Os dados coletados por essas plataformas alimentam modelos de IA que podem ser usados para criar perfis comportamentais detalhados. Isso pode ser usado para manipular decisões de negócios ou até mesmo para influenciar funcionários, representando um risco ético e estratégico.
Continuidade de negócios
Depender de serviços de terceiros sem entender seus fluxos de dados pode levar a interrupções inesperadas. Por exemplo, se uma plataforma for banida ou sofrer sanções regulatórias, as empresas que dependem dela podem ficar sem acesso a ferramentas essenciais.
Leitura executiva da WSVP
Na visão da WSVP, o estudo da Surfshark é um chamado para que as empresas adotem uma postura mais proativa em relação à gestão de dados. Não se trata de abandonar as ferramentas das Big Techs, mas de implementar controles rigorosos para minimizar a exposição. A transparência sobre o que é coletado e como é usado deve ser uma prioridade, tanto para cumprir a legislação quanto para proteger a confiança dos clientes e colaboradores.
Recomendamos que as empresas realizem uma auditoria completa de seus aplicativos e serviços, mapeando todos os fluxos de dados. Além disso, é essencial estabelecer políticas claras de uso de aplicativos em dispositivos corporativos, incluindo a proibição de instalação de apps desnecessários e a utilização de soluções de gerenciamento de dispositivos móveis (MDM) para controlar o acesso.
Recomendações práticas
- Audite seus aplicativos: Revise periodicamente os aplicativos instalados nos dispositivos corporativos e remova aqueles que não são essenciais. Utilize ferramentas de análise de tráfego para identificar comportamentos suspeitos.
- Implemente políticas de privacidade: Crie uma política interna de uso de aplicativos, especificando quais são permitidos e quais dados podem ser compartilhados. Treine os funcionários sobre os riscos.
- Utilize soluções de segurança: Adote ferramentas de prevenção contra vazamento de dados (DLP) e VPNs corporativas para criptografar o tráfego.
- Revise contratos com fornecedores: Verifique se os contratos com as Big Techs incluem cláusulas de proteção de dados e notificação de violações, conforme exigido pela LGPD.
- Considere alternativas: Avalie aplicativos de código aberto ou soluções locais que ofereçam maior controle sobre os dados.
- Monitore a conformidade: Estabeleça um programa contínuo de monitoramento da LGPD, com auditorias regulares e designação de um encarregado de dados (DPO).
Fontes consultadas
Este rascunho foi produzido com apoio de inteligência artificial e ainda requer revisão humana antes da publicação.


