O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, defendeu o uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais. A decisão abre precedentes para o uso corporativo de IA, mas também impõe desafios de compliance, riscos de desinformação e necessidade de governança robusta. Entenda os impactos para empresas.
Introdução
Em 28 de julho de 2026, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, declarou que o uso de inteligência artificial (IA) por campanhas eleitorais é legal, desde que respeitadas as normas vigentes. A afirmação, feita durante evento sobre inovação e democracia, sinaliza um marco regulatório que transcende o âmbito político e impacta diretamente o setor empresarial. Para executivos e conselheiros, a decisão não apenas valida o uso de IA em processos de comunicação e engajamento, mas também acende alertas sobre governança, riscos de desinformação e conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
O que aconteceu
O ministro Kassio Nunes Marques, em discurso no seminário "Democracia e Tecnologia", afirmou que a IA pode ser utilizada em campanhas eleitorais para segmentação de eleitores, criação de conteúdo personalizado e análise de sentimentos, desde que não viole a legislação eleitoral. A declaração ocorre em meio a debates sobre o uso de deepfakes e bots, que já foram alvo de resoluções do TSE. A posição do presidente do tribunal é vista como um sinal de abertura à inovação, mas também como um chamado à responsabilidade. A notícia foi publicada pelo portal Paraíba Online e repercutiu em veículos nacionais.
Por que isso importa para empresas
A decisão do TSE cria um precedente importante para o uso corporativo de IA. Empresas que já utilizam ou planejam adotar ferramentas de IA para marketing, relacionamento com clientes e análise de dados podem se beneficiar da validação institucional. No entanto, a mesma lógica que permite o uso eleitoral impõe restrições: transparência, consentimento e combate à desinformação. Para o setor privado, isso significa que a IA deve ser implementada com controles éticos e legais robustos. Além disso, a decisão reforça a necessidade de alinhamento com a LGPD, especialmente no tratamento de dados pessoais para segmentação.
Impacto para cibersegurança, governança, IA ou continuidade
Cibersegurança
O uso de IA em campanhas eleitorais aumenta a superfície de ataque. Deepfakes e perfis falsos podem ser usados para manipular a opinião pública, e empresas que utilizam IA similar correm riscos de reputação e fraude. A cibersegurança deve incluir detecção de conteúdo sintético e proteção contra ataques adversariais a modelos de IA.
Governança
A governança de IA torna-se imperativa. Empresas precisam estabelecer comitês de ética em IA, políticas de uso aceitável e mecanismos de auditoria. A decisão do TSE sugere que a autorregulação pode ser insuficiente; a conformidade com normas eleitorais pode servir de modelo para futuras regulamentações setoriais.
IA
A validação do uso de IA pelo TSE impulsiona a adoção corporativa, mas também expõe riscos de viés algorítmico e discriminação. Modelos de IA devem ser treinados com dados representativos e testados quanto a impactos sociais.
Continuidade de Negócios
Incidentes envolvendo IA (como vazamento de dados ou desinformação) podem interromper operações. Planos de continuidade devem incluir cenários de falha de sistemas de IA e crise de reputação.
Leitura executiva da WSVP
A posição do TSE é um termômetro da maturidade regulatória brasileira em relação à IA. Para empresas, o recado é claro: inovação é bem-vinda, mas com responsabilidade. A WSVP recomenda que conselhos e diretorias tratem a IA como um ativo estratégico, sujeito a controles de risco tão rigorosos quanto os aplicados a dados financeiros. A decisão também sinaliza que o Brasil caminha para uma regulação setorial da IA, e empresas que se anteciparem na implementação de boas práticas estarão em vantagem competitiva.
Recomendações práticas
- Estabeleça um comitê de ética em IA multidisciplinar, com participação de jurídico, compliance e tecnologia.
- Implemente políticas de transparência para uso de IA em comunicações com clientes e stakeholders.
- Invista em ferramentas de detecção de deepfakes e conteúdo sintético para proteger a marca.
- Realize auditorias periódicas de modelos de IA para identificar vieses e não conformidades.
- Atualize o plano de continuidade de negócios para incluir riscos relacionados a IA.
- Monitore a evolução regulatória no Congresso e no TSE para antecipar mudanças.
Fontes consultadas
- Paraíba Online - Presidente do TSE defende o uso de IA nas eleições
- Tribunal Superior Eleitoral
- Comitê Gestor da Internet no Brasil
Este rascunho foi produzido com apoio de inteligência artificial e ainda requer revisão humana antes da publicação.


