A especialista Amanda Graciano destaca no RIW que a configuração inicial das plataformas de IA é trabalhosa, mas essencial para ganhos reais de produtividade. Para empresas, isso significa repensar processos, governança e segurança desde o início.
Introdução: a promessa da IA e a realidade da implementação
A inteligência artificial deixou de ser uma promessa futurista para se tornar uma ferramenta concreta no ambiente corporativo. No entanto, a diferença entre empresas que colhem resultados expressivos e aquelas que apenas acumulam licenças sem uso efetivo está, muitas vezes, na forma como as ferramentas são configuradas e integradas aos fluxos de trabalho. A fala de Amanda Graciano no Rio Innovation Week (RIW), destacando que a configuração inicial das plataformas de IA pode ser trabalhosa, mas gera economia de tempo significativa, toca em um ponto crucial: a produtividade não vem da simples adoção da tecnologia, mas da sua adaptação criteriosa às necessidades específicas de cada organização.
O que aconteceu: a visão da especialista no RIW
Durante o RIW, Amanda Graciano compartilhou dicas práticas sobre como utilizar IA para aumentar a produtividade. Sua principal mensagem foi que, embora o processo de configuração das plataformas exija investimento inicial de tempo e esforço, o retorno em eficiência é substancial. Ela enfatizou que a personalização das ferramentas – desde a definição de prompts até a integração com sistemas internos – é o que transforma uma IA genérica em um assistente verdadeiramente útil. A especialista também abordou a importância de treinar as equipes para extrair o máximo das soluções, evitando o erro comum de tratar a IA como uma caixa-preta que entrega resultados prontos sem intervenção humana.
Por que isso importa para empresas: além do hype
Para as empresas, a mensagem de Graciano ressoa em um momento em que muitos executivos buscam justificar investimentos em IA. A produtividade, nesse contexto, não é apenas uma métrica de eficiência operacional, mas um indicador de competitividade. Empresas que negligenciam a fase de configuração acabam com ferramentas subutilizadas, gerando frustração e ceticismo entre colaboradores. Por outro lado, aquelas que dedicam tempo para alinhar a IA aos seus processos específicos conseguem reduzir tarefas repetitivas, acelerar a tomada de decisão e liberar talentos para atividades de maior valor estratégico. A configuração adequada também permite que a IA atue de forma mais precisa, minimizando erros e retrabalho – um fator crítico em setores regulados ou com alta complexidade operacional.
Impacto para cibersegurança, governança, IA e continuidade
A discussão sobre configuração de IA não pode ser dissociada de aspectos de segurança e governança. Quando as plataformas são configuradas sem critérios claros, há riscos de vazamento de dados sensíveis, uso indevido de informações e não conformidade com regulamentações como a LGPD. A configuração estratégica deve incluir políticas de acesso, controle de permissões e definição de limites para o que a IA pode processar ou gerar. Além disso, a governança de IA exige que as empresas estabeleçam trilhas de auditoria, garantindo que as decisões automatizadas possam ser explicadas e revisadas. No âmbito da continuidade de negócios, a dependência de ferramentas de IA mal configuradas pode representar um ponto único de falha. Portanto, a configuração adequada é também uma medida de resiliência, assegurando que a operação não seja interrompida por falhas ou ataques cibernéticos direcionados a esses sistemas.
Leitura executiva da WSVP
A WSVP enxerga a fala de Amanda Graciano como um chamado à maturidade no uso de IA. O mercado está saturado de promessas de produtividade instantânea, mas a realidade é que a tecnologia exige curadoria e adaptação. Para líderes empresariais, o caminho não é simplesmente adquirir as ferramentas mais avançadas, mas sim investir na capacitação das equipes e na criação de um ambiente de experimentação controlada. A configuração inicial é um investimento que se paga em médio e longo prazo, mas que precisa ser conduzido com visão estratégica, envolvendo não apenas o time de TI, mas também as áreas de negócio e a alta liderança. A IA não é um fim em si mesma; é um meio para alcançar objetivos organizacionais mais amplos, e a configuração é a ponte entre a tecnologia e esses objetivos.
Recomendações práticas
- Mapeie processos antes de configurar: identifique as tarefas repetitivas e de baixo valor que podem ser automatizadas, priorizando aquelas com maior impacto no tempo das equipes.
- Invista em treinamento contínuo: capacite os colaboradores não apenas no uso básico, mas na criação de prompts eficazes e na interpretação crítica dos resultados gerados pela IA.
- Estabeleça políticas de governança: defina quem pode acessar quais funcionalidades, quais dados podem ser utilizados e como os resultados serão auditados, garantindo conformidade com a LGPD e outras normas.
- Integre a IA aos fluxos de trabalho existentes: configure as ferramentas para se conectarem a sistemas internos (CRM, ERP, etc.), evitando silos de informação e maximizando a eficiência.
- Monitore e ajuste continuamente: a configuração não é um evento único; é um processo iterativo. Acompanhe métricas de uso e desempenho, e ajuste as configurações conforme as necessidades evoluem.
- Priorize a segurança desde o início: envolva o time de cibersegurança na configuração, implementando controles de acesso, criptografia e monitoramento de atividades suspeitas.
Fontes consultadas
- O Estado de S. Paulo – Como usar IA para ser mais produtivo? Especialista compartilha dicas no RIW
- Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) – Governo Federal
- ISO/IEC 42001 – Sistema de Gestão de IA
Este rascunho foi produzido com apoio de inteligência artificial e ainda requer revisão humana antes da publicação.


